Andor Violeta

Ontem foi noite de futebol no Dragão por isso surgiu a questão habitual: “Nini, onde vamos jantar?”. Sugeriu vários locais que já experimentara com o grupo de amigas, mas um deles despertou a minha atenção. Andor Violeta. O Miguel já me tinha incentivado a visitar, e vocês sabem como ele é difícil de agradar. Se não sabem deviam ter lido o primeiro post deste blog.
Para quem não é do norte, Andor Bioleta é uma típica expressão tripeira que significa “desampara-me a loja“, mas desenganem-se os leitores se pensam que nos queriam despachar do restaurante, pelo contrário, o atendimento foi em tudo simpático e acolhedor!

O restaurante fica no nº 89 da praça Carlos Alberto no Porto, tem um aspecto leve ao som de Diana Krall. As mesas demasiado pequenas e a brancura do espaço deixam-me um pouco a sensação de desconforto mas a parca iluminação da noite confere ao local um ar sofisticado.

 

Adoro jantar com a Nini porque os seus gostos em relação a escolhas gastronómicas são muito idênticos aos meus por isso não tivemos dificuldade em escolher a entrada que mais agradou a ambas: queijo de cabra gratinado em massa folhada, com rúcula, marmelada, nozes e molho vinagrete. Eu bem queria ter uns devaneios culinários e experimentar estas coisas em casa mas só a minha irmã me acompanha, os maridos torcem o nariz a todos os queijos que cheiram a queijo. Um dia ainda vou fazer um abaixo assinado para que o limiano deixe de ser considerado queijo…
Seguiram-se os pratos, ambos para partilhar: risotto de cogumelos, tomate confitado e parmesão e o fondant de alheira, enrolado em finas tiras de bacon, acompanhado por grelos salteados e batata palha e coroado com uma delicada gema de ovo. Ficámos a contemplar o fondant de alheira com pena de destruir a beleza arquitectónica do prato mas como nunca fui grande apreciadora de arte e a fome fala mais alto lá decidimos estraçalhar o ovo e o resto.

 

Para sobremesa a Nini pediu uma sugestão à menina que nos serviu, “é que aqui a minha amiga tem um blog sobre restaurantes e queríamos acabar em beleza com uma sugestão que nos surpreenda…“. Sugeriu veemente o fondant de chocolate, “é mesmo diferente dos outros fondants, na minha opinião melhor do que a mousse“. Depois de perguntar insistentemente se seria mesmo melhor do que a mousse, que já tinha provado anteriormente, a Nini acabou por pedir carinhosamente e com olhar de gatinho arrependido que nos trouxessem, para além do fondant de chocolate, uma colher de mousse, só para eu provar. Tiveram a enorme amabilidade de trazer não uma colher mas uma pequena taça, talvez por ter sido demasiado explicita a ânsia da Nini para voltar a provar a mousse.
O fondant vinha acompanhado por frutos vermelhos e uma bola de gelado. Bom, embora ligeiramente cozinhado demais, em tudo semelhante a outros que já comemos. Mas a mousse… OMG! A mousse é indiscritível, o sabor do chocolate é absolutamente incrível e a sua textura delicada a desfazer-se na boca aliada à cobertura de amêndoa laminada torna a combinação absolutamente divinal.

No final a conta: 48€ (com vinho)
Se recomendo? Sem dúvida!

Boas garfadas,
Eva

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