Tailândia

Dizem que a primeira vez é sempre especial mas a segunda foi melhor ainda. Dois anos depois voltámos à Tailândia.

 

Fazer escala em Bangkok sem lá passar uma noite seria impensável. Tínhamos saudades dos cheiros, da confusão, da chuva quente e da simpatia das pessoas, sobretudo depois de uma semana na China. O jantar começou na rua porque o Nuno já suspirava pelos satay. Os satay são pequenas espetadas de carne variada, em algumas ocasiões irreconhecível, que são cozinhadas em pequenas bancas de rua que se espalham por toda a cidade. Têm um sabor intenso a especiarias e normalmente são servidas revestidas por um molho que parece vir de outro Mundo porque o seu sabor é diferente de tudo o que já provámos. O Nuno chama-lhe petróleo por causa da cor mas o sabor é adocicado e muito viciante. Escolhemos uma barraquinha bastante asseada, coisa rara em Bangkok, e os homens deliciaram-se a troco de 0,40€. Parece-me que o IVA da restauração por aqui deve ser bem acessível…
Ao contrário de outras ocasiões, deste vez não arriscámos comer de tudo em qualquer sítio porque a imunidade da Ana à toxoplasmose não inclui determinados exageros. Jantámos no food court do Siam Paragon. Escolhemos uma variedade de “tapas” locais: satay, cinnamon rolls, spicy sausage, banana grelhada, pão urso, e mais umas coisas.
No fim de jantar rumámos até à Patpong street à procura de alguma animação e despedimo-nos da cidade que nunca dorme.
De manhã bem cedo voámos para Koh Samui. Ficámos muito surpreendidos com a beleza da ilha mesmo antes de aterrarmos.
Alugámos um carro e percorremos a ilha de lés a lés. A dificuldade da condução à direita só se manifestou nas primeiras curvas e quase que atropelávamos 27 motas durante toda a estadia. Foi tranquilo.
Aqui comemos divinalmente sem qualquer dificuldade. No primeiro almoço visitámos uma zona muito recatada da praia de Choeng Mon. Não há nada que saiba mais a férias do que almoçar com o pé na areia.
Ficámos com a sensação de que íamos ficar desiludidos com os pratos quando olhámos para o menu recheado de fotografias com aspecto de fazer babar. “Barbecue shrimps, barbecue squids, barbecue butterfish, shrimps curry and honey seafood fried rice, please!“. Felizmente percebemos que estávamos enganados quando o pedido chegou à mesa.
Sem comentários, as fotos falam por si.
Ao jantar decidimos escolher um dos restaurantes recomendados nos guias que recolhemos no aeroporto e no hotel. O The Larder, perto de Chaweng beach, a zona mais animada da ilha, pertence a dois amigos Australianos que decidiram partir de malas e bagagens para Koh Samui e por ali ficaram. Que bela ideia… É nestas alturas que eu me pergunto o que é que ainda estou a fazer em Portugal.
O empregado de mesa é um dos donos e foi extremamente simpático a esclarecer, no seu inglês com accent australiano, todas as dúvidas que tínhamos sobre o menu. Escolhemos para entrada paté de peito de pato e foie gras e queijo de cabra quente com nozes caramelizadas, pêra grelhada e salada de couve bebé. Soa fofinho, não acham?
Em seguida Risotto de fiambre fumado, ervilhas e menta para dois, Arabesque: queijo halloumi grelhado na brasa com salada tabbouleh e molho de pimento vermelho para mim e o The Larder Antipasto: hummus, azeitonas kalamata, terrina de cogumelos, tostas, queijo feta e salada para a Ana partilhar com o Tomás.

 

Para terminar em beleza:
Crumblicious (crumble de maçã e ruibarbo, gel balsâmico e gelado de vagens de baunilha)
Espressotini float (vodka, baileys, khalua e café com gelado de caramelo salgado)
Fudge it up (fondant de chocolate, cerejas e vinho tinto)
The fluffer (souflé de chocolate com gelado de caramelo e flôr de sal)
Tinhamos também a opção da habitual tábua de queijos aqui denominada, em tom de brincadeira, de Cheeses Christ.

 

Pagámos 20€ por pessoa. Um preço muito razoável por um excelente serviço, óptimo ambiente e  pratos divinais!
Durante toda a semana tratamo-nos lindamente… Eu avisei que na Tailândia se come muito bem. Bem e barato!
Five Island Restaurant em Taling Ngam beach.
Galanga em Chaweng Beach

 

Completamente apaixonados pela comida local, decidimos fazer um curso de culinária de comida tradicional Tailandesa. Passámos uma manhã super divertida com a Ying, a chef. Mais tarde talvez dedique um post a esse tema.
No último dia escolhemos um restaurante absolutamente incrível para jantar. O The Page fica em Chaweng Beach num hotel sobre a praia, o Library. O aspecto exterior é excelente mas… O problema é que há sempre um mas… Durante o jantar apercebemo-nos da abundante presença de baratas no chão em deck do restaurante sobre a areia. A certa altura uma delas estava já no guardanapo do Luís que saltou da cadeira com o susto. Explicámos o sucedido à empregada que se limitou a encolher os ombros e sorrir com o ar de quem está a tentar dizer “Yah, baratas.. é normal, não?“. Terminámos rapidamente a refeição no interior do restaurante e saímos. Escusado será dizer que o Luís foi a coçar-se até ao hotel… Não vos mostro fotografias dos pratos para não caírem na tentação de acharem que jantámos bem.
Foi a única má experiência que tivémos na Tailândia!
Recomendo vivamente que visitem Koh Samui, bem mais do que Pukhet. Um único conselho, tenham cuidado com os ladyboys.
Não vos deu uma súbita vontade de vir morar para cá?
Boas garfadas e boas viagens,
Eva