Sushi com alternativas

 

Como já perceberam os que seguem este blog, eu sou amante de sushi. Admito que é das primeiras coisas que me surgem na ideia quando a fome começa a chegar. Há uns anos atrás ofereci à minha irmã um livro que ensinava a cozinhar sushi e ainda nos divertimos umas longas horas na arte de enrolar noris e de moldar o arroz com vinagre Japonês. No final a cozinha parecia um campo de batalha. Mas se noutros tempos nos contentávamos com um sushi um bocadinho básico o paladar agora está bem mais apurado e andamos sempre à procura de novos restaurantes. Há dias a Laura, que mora em Lisboa mas de  quando em vez regressa às origens, mandou mensagem “Queria ir a um restaurante de sushi cá no Porto mas eu não gosto de sushi. Em compensação o Hugo adora! Conheces algum sítio onde se coma bom sushi mas com alternativas?”.
Pobre Hugo… Não me imagino casada com alguém que não gosta de sushi. Sabe Deus o que me custa não ter morangos em casa e a dificuldade que eu tenho a escolher iogurtes que o meu querido marido possa comer sem que sofra um ataque de edema generalizado e “comichão nas zonas quentes” como ele diz. Recomendei o Shis ou o Terra. Agora que penso nisso também poderia recomendar o Kodac embora não seja no Porto mas a curta viagem até Leça vale bem a pena.
Para mim no Shis é confeccionado o melhor sushi do Porto. Embora o local tenha uma beleza difícil de igualar, não aprecio em demasia o restaurante, especialmente a sala interior. Primeiro porque é quase demasiado requintado para mim que gosto de me sentir à vontade e de não ficar de todas as cores se a faca me cai ao chão. E segundo porque está sempre pejado de jogadores e dirigentes do futebol. Mas o sushi é divinal e tem um preço muito acessível. No nosso casamento várias pessoas nos questionaram de onde vinha o sushi. Na verdade nós também estávamos surpreendidos, era realmente muito bom. Quando questionámos a D. Isabel da quinta respondeu-nos que encomendam sempre ao Shis… Fazia sentido que todos tivessem amado.
O Terra tem já uma longa história de sushi se recuarmos aos tempos do Oriental. Não tive o prazer de experimentar esse passado mas actualmente o sushi mantém uma qualidade extraordinária. O menu de pratos tradicionais é igualmente bom. Este, sim, é um restaurante que eu adoro e onde me sinto sempre bem. Em ocasiões especiais é um dos locais de eleição.
Adoro as varandas com as oliveiras e as portadas abertas a convidar o sol da hora do almoço a brilhar nos copos.
Somos sempre bem tratados. Especialmente daquela vez em que trouxeram um Raymond Weil junto com o café para oferecer ao meu futuro marido, não foi Mi?
O L’Kodac é um sítio mais moderno e menos acolhedor do que o Terra mas a leveza da decoração, o conforto dos sofás e o facto de estar mesmo sobre a praia convidam a dedicar a tarde à arte de não fazer nenhum.
Tivesse eu tempo para isso e era uma profissional.
O sushi não fica nada atrás dos dois que já referi e o lugar é perfeito e muito descontraído. A sangria é qualquer coisa! Só é pena estar sempre cheio de miúdas bem mais giras e magras do que eu. Mas isso são só pormenores. Quem tem raízes em Leça diz que o antigo bar da praia do Aterro é que era. Eu não conhecia, não posso comentar. Mas para mim o Kodac é perfeito.
Além destes três, falta ainda referir o Kyodai, não falo dele para já porque é um restaurante exclusivamente de sushi. Talvez um dia destes vos conte sobre esta estranha maravilha.
Aproveitem o fim de semana para experimentar qualquer um deles. Só aviso que para os dois primeiros vão precisar de um pouco de sorte para conseguir arranjar mesa. É a crise!
Boas garfadas,
Eva
Agradeço ao Sr António e ao Sr Carlos, que fizeram o favor de não comparecer na consulta, pelo tempo que me disponibilizaram para eu escrever este post. É tão agradável quando está bom tempo ao Sábado de manhã, não é meus senhores?
Shis – 226 106 676
Terra – 226 177 339
L’Kodac – 914 992 621