Casa Guedes

Tudo começou com uma mensagem da Rita “onde vamos jantar?”. “Não sei. Apetecia-me uma sandocha e um fino. E eu não gosto de cerveja mas aprecio a satisfação das pessoas que bebem finos… É um bocado parvo, eu sei” respondi.
Sugeriu a Casa Guedes. Era já a segunda vez naquela semana que me falavam da Casa Guedes. A Nini já tinha comentado que era de comer e chorar por mais. Bem, só pode ser bom, pensei.
Ia a contar com um restaurante catita na esquina da praça dos Poveiros (por falar nisso, não se lembrem de morrer antes de provarem os poveiros da confeitaria Império na Rua de Sta. Catarina) mas deparei-me com um pequeno tasco tão típico como a própria ponte D. Luís com a Rita a esperar-nos à porta. Esperamos na fila em pé para pedir “o comer” e recomendados por quem já conhece a gastronomia do local pedimos uma sande de pernil com queijo da serra, umas papas de sarrabulho e um panaché “com pouca cerveja, se faz favor” só para dar o ar de quem está a beber um fino. Entretanto surgem 3 lugares ao balcão. Perfeito! A Rita permitiu que os senhores suecos, que esperavam por mesa muito admirados com toda a envolvência de pessoas atafulhadas à volta das 4 pequenas mesas e do cozinheiro com molho de pernil até aos cotovelos, se sentassem ao balcão.  “Pápás de sarabulio, what is it?” Será melhor não explicar?
Ao fim de alguma espera lá arranjamos mesa e chegou o João na sua LML. Jantei a melhor sandocha de sempre! Terminamos com um queijinho da serra com doce de abóbora (ou seria amêndoa?) e uma amarguinha. Muito, mas mesmo muito bom! Repetimos no dia seguinte.
Boas garfadas.
Eva