Índia

A Índia foi talvez o melhor destino de sempre pela diversidade de cores e cheiros, pela confusão de pessoas e animais, pela cultura, pela comida (claro!) e pela absoluta e incrível beleza do Taj Mahal. No fundo de ruelas estreitas cheias de lixo e gatos (não vi bem, podiam ser ratazanas..) conseguimos encontrar alguns restaurantes sugeridos pelo guia onde comemos óptimos biryanis, kormas e tikka masalas. Abundam os pratos vegetarianos muito característicos dos hindus e todos comem com as mãos naturalmente e com enorme facilidade. Pedimos paneer, “aquele pão maravilhoso com queijo e ervas que comíamos no Punjab Palace, lá em Tavira, lembras-te Mi?” mas o guia fez cara estranha… “Paneer? How? Just paneer? That’s a cheese…”. Lá nos explicamos melhor e voilá: paneer naan “isso, isso!”. Os pratos são todos maravilhosos, sempre “mild spicy, please”! As misturas de sabores desde o gengibre, ao cardamomo, o leite de coco, o caril, o açafrão. Hmm… Eu devo ter sido Indiana noutra vida. Uma dica, empanturrem-se durante a refeição porque de sobremesas não reza a história da Índia. Pedimos uma vez, acabamos por  remexer o suficiente para parecer que comemos alguma coisa e voltou para a cozinha. Não me perguntem o que era porque não faço mesmo ideia do que comi. Era fraco, e isso basta! À saída estenderam um pratinho com uma divisória a meio, metade com pequeninas folhas verdes, a outra metade com grandes grãos brancos. Olhei para o prato, olhei para o senhor moreno e barbudo. Sorriu-me e disse qualquer coisa que não percebi. Não sei o que me está a oferecer nem se o quero provar. O guia deu indicação de que provássemos, “for fresh mouth!”. Pareceu-me que era sal grosso e umas ervas que não consegui identificar. Péssimo.

Visitamos imensos templos e mesquitas entre eles um templo Sick (Sickhisme) onde todo o sem-abrigo, backpacker ou qualquer ser que tenha fome pode almoçar a troco de nada e sem que seja questionada a sua crença religiosa. Servem centenas de refeições a quem aparece. Visitámos a cozinha e o salão onde servem os almoços, as condições são muito limitadas em termos de conforto e higiene mas, pessoal de mochilinha às costas do género “não quero gastar dinheiro a comer porque tenho que poupar para as ganzas”, não podem ser muito exigentes, né?

Namaste. Boas garfadas.

Eva